• Benefícios de ser acessível

Estima-se que em Portugal aproximadamente 8% a 10% da população possui algum tipo de deficiência (Estudo ISCTE, 2007), e que só na Europa existem cerca de 50 milhões de pessoas com deficiência e 134 milhões de pessoas com mobilidade reduzida.

O enorme mercado potencial, constituído pelos cidadãos com mobilidade reduzida, tanto residentes como estrangeiros que pretendem deslocar-se ou gozar férias em Portugal, não deve ser descurado, visto poder constituir uma importante fonte de receita para os estabelecimentos e para o país.


De acordo com a ENAT* (dados de 2007), as receitas potenciais estimadas do mercado de turismo acessível ascendem a cerca de 83 mil milhões de euros por ano, considerando apenas o mercado europeu.
* European Network for Accessible Tourism

Para além das pessoas que se deslocam em cadeira de rodas, existem outros casos em que as pessoas têm, de forma temporária ou permanente, mobilidade reduzida. As acessibilidades beneficiam toda a população:


  • Pessoa com bengala, que pode representar a população idosa, ou até um jovem que partiu uma perna e tem de andar de canadianas. Para estas pessoas, subir umas escadas em vez de uma rampa é bastante menos seguro;
  • Pais que têm de se movimentar com carrinhos de bebé já terão conhecido a importância das acessibilidades;
  • Pessoa aparentemente sem qualquer limitação na sua mobilidade... Se for o seu caso, imagine por exemplo se no aeroporto não tivesse acessos e tivesse que transportar bagagem pesada por umas escadas... Um elevador ou rampa tornam o percurso mais acessível... Ou mesmo quando vem do supermercado com sacos pesados.


De facto, se juntarmos às pessoas com deficiência, pessoas idosas, grávidas, casais com crianças, torna-se claro que entre 30% a 40% de todos os europeus podem beneficiar em grande medida das melhorias de acessibilidade no turismo.

Desta forma, as acessibilidades não constituem um custo, mas sim um investimento. As vantagens são facilmente visíveis e rentáveis a curto prazo.

Para além de constituir uma obrigação social, a criação de um País Acessível para Todos é um poderoso fator de competitividade económica, contribuindo para o aumento da qualidade de vida e do nível de satisfação de todos os cidadãos, potenciais utilizadores ou clientes dos espaços, quer tenham ou não mobilidade reduzida.